Acusação nº 16 · Democracia e valores
“Flerta com extremismo de direita”
Entrevistar um autor não é endossá-lo. Nas palavras de Renan: “Heidegger foi nazista e é um dos autores mais lidos da academia brasileira; está proibido ler Heidegger? Marx era racista; quem lê Marx é racista por tabela? Sartre defendeu o Gulag; está proibido ler?” O MBL entrevistou Curtis Yarvin ao vivo, em público, com perguntas duras - exatamente o que a imprensa brasileira não teve competência de fazer. O mesmo Yarvin apareceu no New York Times e deu palestra em Harvard e Princeton. São todos antidemocráticos?
Sobre “nazismo”, a acusação chega a ser ridícula: o MBL inclusive dedicou uma edição inteira da Revista Valete ao antissemitismo na Geração Z. O programa da Missão está escrito, público e assinado: eleições livres, imprensa livre, igualdade perante a lei. Quem achar uma linha nazista no Livro Amarelo, que aponte a linha. Como não existe, sobra a associação por “vibe”, de quem está desesperado com nosso crescimento. Foi assim com Bolsonaro em 2018, e agora até os bolsonaristas repetem a crítica, com medo de perderem a mamata.